Os Servidores Públicos Federais do Tocantins, em greve, farão uma manifestação unificada no Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues de Palmas. A decisão foi tomada durante reunião conjunta realizada nesta terça (13), na Sede da Central Única dos Trabalhadores de Tocantins (CUT).
A ação será realizada hoje (15), a partir das 12hs, no terminal de passageiros do Aeroporto. Os manifestantes farão panfletagem junto aos usuários do transporte aéreo. A ideia é trazer ao conhecimento dos presentes as razões que motivaram a greve nacional e generalizada dos servidores federais. A medida faz parte das atividades do movimento grevista unificado do funcionalismo federal no estado.
A greve dos servidores é nacional e acontece em conformidade com orientações dos Sindicatos, Federações e Confederações nacionais de cada setor. O setor da Educação estará representado por Docentes e Técnico-Administrativos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Tocantins (IFTO).
Pelas agências reguladoras, estarão presentes os servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), da Agência Nacional das Telecomunicações (ANATEL), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Representando o setor da saúde, estarão os servidores da Fundação Nacional da Saúde (FUNASA) e do Ministério da Saúde. Também participam os servidores da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Do setor agrário, estarão os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que contam com o apoio do Movimento dos Sem Terras (MST) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Também apóiam o ato, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Tocantins (SINTSEP-TO) e os Policiais Rodoviários Federais (PRF), com greve anunciada para amanhã (16).
Atividades paralisadas
Os serviços estão paralisados em 59 Universidades Federais. A greve atinge também 59 Institutos Federais em 26 estados. No IBGE, cerca de 60% das 580 unidades estão com suas atividades detenças. Na FUNAI estão paradas 15 unidades regionais em 10 estados, além de 14 unidades locais, da sede do órgão e do museu do índio. O DNPM está com seus trabalhos interrompidos em 26 estados da federação. No INCRA estão paralisadas 28 superintendências.
Os servidores protestam contra a política do governo de congelamento salarial, imposta ao funcionalismo federal; a terceirização ilícita e desordenada; ao uso político-partidário da administração pública; a precarização e desmonte do serviço público; a falta de compromisso do governo no processo de negociação e contra ataques do governo que atentam contra o movimento dos servidores federais (ex.: Corte de Ponto dos trabalhadores em greve e Decreto n° 7.777/2012, que permite a substituição de servidores federais em greve).
Os grevistas reivindicam:
1) Reposição das perdas inflacionárias dos últimos anos. No caso da INCRA e DNPM, a equiparação salarial com as carreiras do Ministério da Agricultura e às Agências reguladoras, respectivamente;
2) Melhores condições de trabalho, aumento do efetivo e estruturação das carreiras;
3) Data Base para reposição da inflação, para que não sejam necessárias futuras greves, com o objetivo de garantir o poder de compra do servidor;
4) Melhoria na infraestrutura dos órgãos em estado de precarização;
5) Revogação imediata das propostas legislativas que retire direitos dos servidores ou contrários aos direitos dos povos indígenas e assentados;
6) O setor da educação defende ainda a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação.
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Fonte: Sindicato de Técnicos Administrativos
Postador: Thayanne Karoline