Tenho uma confissão a fazer: antes de seminarista, sou humano. Digo isto pois tenho que lembrar a muitos que não mudei o jeito de ser, que um título não muda quem somos, que
continuo com conflitos, dúvidas, questionamentos e todo o mais sintomas que me aponta como um ser humano psicologicamente saudável.
Muitos falam que - estando em um seminário - eu não deveria ter determinadas atitudes, determinados pensamentos, determinados questionamentos.
Como não me vem uma bomba de questionamentos quando descubro que minha meta - que é
Jesus - não é a resposta para tudo, e sim o contrário, é a pergunta mais radical que me foi - e
é - feita todos os dias: Paulo Henrique,
você ama?
Tento descobrir até onde vai a abrangência deste verbo « amor » nas minhas capacidades. Amar quem? Aos outros? A Deus « haha» ? A mim?
Por ora, estou tentando amar sendo sincero. Sincero comigo, com os outros, com todos. Sincero ao ponto de negar a própria vergonha.
A sinceridade economiza energia: tanto na própria tentativa de esconder algo, quanto na tentativa do outro de adivinhar o que você esconde. Economiza energia para gastarmos em coisas mais úteis: como fazer nada com os amigos e tomar sorvete.
Foto: Paulo Henrique Lima
Fonte: http://paulohenriquelima.tumblr.com/post/27992201318/confissoes-e-sorvetes
Postador: Paulo Henrique Lima