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O “balaio de gato” destas Convenções
A tarefa é difícil como escolher um ovo numa caixa de ovos.
Postada em: 17/06/2012 ás 11:12:10Atualizada:    17/06/2012 ás 15:55:56 Link:
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Confesso que sinceramente me segurei nas “tamancas” até ter uma opinião formada sobre o atual momento político do Brasil quando o assunto são Convenções Municipais.

Não resta dúvida que para os que fazem política 24 horas por dia, sem direito a sono ou beber um copo d’água, o prato do momento vai de encontro aos seus interesses.

É o momento de escolhermos os nossos candidatos a Prefeitos, Vice-Prefeito e Vereadores, para o pleito que se aproxima.

Aí é que está o problema. A tarefa é difícil como escolher um ovo numa caixa de ovos. Neste momento todos são bons, verdadeiros, honestos, democráticos e empreendedores.

Mas, para se separar os escolhidos, o processo é claro e verdadeiro: Tem-se que passar por uma Convenção Partidária, cuja peneira teria que ser rigorosamente avaliada pelos Diretórios e ou Comissões Provisórias, não fosse, como está se vendo em vários Municípios, escolhidos para mais um Partido Político que surgiu no cenário nos últimos dias: o QI, que quer dizer “Quem Indica”. São interferências superiores de fora, que não vivem a realidade do Município, que às vezes estão ditando a regra do jogo.

Que todos sabem que o Brasil é um país continental, não é segredo para ninguém. Mas, só por que é grande na sua área precisa de tantos Partidos políticos? São mais de trinta! Cinco já eram mais do que suficientes. Só que com este número reduzido não haveria tanta barganha como hoje.

Não quero ser saudosista, mas, sinto saudades das disputas entre PSD e UDN, MDB e ARENA. Ali ficava claro de que lado você estava.

Com esta atual sopa de Partidos, há menos de quinze dias para o encerramento do prazo para se realizar Convenções, muita linha ainda vai se gastar para se alinhavar acordos, negociar cargos, futuro político, interesses maiores e o eleitor ansioso para começar a campanha não sabem, às vezes, que o seu maior adversário de outrora poderá a vir o seu candidato de agora.

Os “acordos” são feitos nos bastidores e daquela água que se disse jamais beberei estará sendo servida goela abaixo pelos seus líderes e o candidato escolhido dirá como Zagalo: “Vocês vão ter que me engolir”.

Ao pé da Serra do Carmo, Palmas-TO vive em polvorosa com tantos candidatos, até com legendas fortes, mas, sem densidade eleitoral e outros fracos com poder de fogo na boca da urna que se perdem entre o Palácio Araguaia e o Paço Municipal. Espremidos entre a Serra e o Lago, o eleitor assiste a tudo, imaginando o quanto será cara a eleição na Capital. A indefinição de que lado está à candidatura e o candidato, põe um ponto de interrogação na boca da urna lacrando a entrada do voto.

Em São Paulo estão casando Erondina com Maluf, no Tocantins não é diferente é só ver os “casamentos” em Dianópolis, onde um PMDB radical ao extremo está de braços dados com o seu maior adversário político. Em Gurupi o “sopão” de letrinhas vai ser bem maior do que muita gente pensa. E em Araguaína? Terra de Marcelo Miranda, endeusado até ontem, o seu Partido deixou de lado o rancor das ruas para abraçar a causa de um de seus maiores algozes. Essa coligação deixou o Ex-Governador sem lenço e nem documento vendo a Banda passar.

O Ex-Governador Gaguim, criado à mesa do atual Governador, começou bradando alto contra o Palácio Araguaia e corre o risco de ficar de cara para Lua, no alto da Serra vendo a tropa passar sem poder fazer nada, afinal ele espantou os que ele considerava lobos maiores e se perdeu na imensidão dos Gerais do Jalapão.

Na atual conjuntura devemos lembrar-nos de um famoso quadro da Zorra Total: “Isto não lhe pertence mais”. É isto mesmo. O Partido que tinha idealista, tem apenas poucos filiados na lista. Amor a causa? Foi se perdendo aos poucos, diante de tantas interferências nos Diretórios Municipais.

Dia 30 encerra-se o prazo das Convenções e o “balaio de gato” será colocado ao sol à disposição do eleitor, que ouvirá seus ferrenhos candidatos fazerem discursos pisando em ovos, medindo cada palavra, respirando lento, sem poder soltar fogos para não acordar a coruja do outeiro.

Esta será uma eleição atípica. Eleição focada apenas para este ano e em 2014, quem ficará com quem?

Ai é que as malas batem.

Aí é que os gatos já estarão criados e partirão à caça de suas presas para valer.

É esperar para ver.
Foto: Fonte: Ademir Rêgo Postador: surgiu.com (abr)


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