O Distrito de Luzimangues, pertencente ao Município de Porto Nacional, através de seus presidentes de associações foi colocado em debate na tarde deste sábado, 28, no Centro Comunitário local, para ser discutido por seu povo uma das três hipóteses de sobrevivência.
Continuar como Distrito de Porto Nacional, dependendo sempre do pouco que lhe é oferecido, é uma das hipóteses. A emancipação é um sonho de muitos que se esbarra nas Leis atuais e tem poucas chances de vingar. A incorporação ao Município de Palmas-TO, depende de análises mais profundas das Leis que criaram à capital e seus limítrofes, somando-se a isso a vontade popular e a vontade do Governo.
Por isso, nesta tarde o Presidente da ASCONLUZ, Edson Pires de Almeida Júnior, juntamente com a Presidente da Associação dos Chacareiros, Elisângela da Cunha, Jánio, da Associação do PA Capivara e outros presidentes de entidades e moradores lotaram as dependências do Centro Comunitário para, a princípio discutir uma alternativa que fosse do agrado de todos. Ventilou-se até na criação de uma Sub-Prefeitura no Distrito.
Para o Presidente Júnior Almeida, Luzimangues é um Distrito esquecido pela Administração onde os interesses econômicos ficam abaixo dos interesses do seu povo. Leu, inclusive, uma passagem do Livro de Eclesiastes, 4,9 à 12, onde fala do que “melhor é serem dois do que um, porque tem melhor paga no seu trabalho: se um cair, o outra levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois caindo, não haverá quem o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa”, com isto ele conclamou a todos para uma luta democrática que fosse abraçada por todos os cidadãos de Luzimangues.
A Presidente dos Chacareiros, Elizângela Cunha, também pregou a unidade em torno de uma idéia de independência de Porto Nacional ou de uma alternativa que trouxesse benefícios imediatos e consistentes para o povo local. Para ela, Luzimangues é vista hoje como uma mina de ouro, cobiçada por todos.
O senhor Abrão Nascimento, presidente de uma entidade local, também foi taxativo quando defendeu a “Emancipação Já” como forma de libertação do jugo portuense.
O jovem Joaquim foi o único a fazer uma defesa pela permanência do Distrito ligado ao município de Porto Nacional-TO.
Por outro lado o senhor Silvino fez vários questionamentos como a falta de aplicação do dinheiro arrecadado com o ICMS que não é revestido no Distrito. Do esgoto construído, mas, sem utilização. Do incentivo do NATURATINS para os ribeirinhos do Lago adquirir tanques-redes para criar e comercializar o pescado. Criticou o desembolso de petróleo por parte dos produtores quando vem alguma máquina para beneficiar estradas. Finalizou, defendendo a emancipação.
O senhor Valdir, também expôs seus pontos de vista, na defesa do Distrito e cobrou das autoridades a solução dos problemas do povo de Luzimangues.
Foram apresentados em vídeo alguns números sobre o que Luzimangues poderia arrecadar, caso fosse emancipado, estimando-se uma receita anual de quase 5 milhões de reais, com ICMS, IPTU, ISS, FUNDEB, CIDE, ITR e outros impostos.
Foram colhidas, na oportunidade, dezenas de assinaturas dos presentes e que serão levadas ao conhecimento da Administração de Porto Nacional, para conhecimento.
A próxima reunião deverá contar com a presença da Prefeita Tereza Martins, conforme informou o Presidente Júnior Almeida, que ele viria para discutir com a comunidade os problemas de Luzimangues. A data ainda não foi agendada. O Vereador João Justino, único do Distrito e presente na ocasião, não quis se manifestar na reunião.
Uma coisa é certa: para a população de Luzimangues não adianta candidato querer só o voto do povo, tem que defender seus interesses. Pelo que se viu na reunião muitos dos candidatos que apareceram no último pleito e levaram votos do Distrito, a cacimba secou.
Foto: Abrêgo/SURGIU
Fonte: Por Ademir Rêgo - Da Redação do SURGIU
Postador: surgiu.com (abr)