Marcelo Miranda diz que votação de suas contas não traz preocupação e que vai discutir prazo de inelegibilidade
“Vou permanecer lutando pelos direitos que o povo me deu”, afirmou o ex-governador
Postada em: 22/02/2012 ás 19:35:25                   Link:
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O ex-governador Marcelo Miranda(PMDB) concedeu entrevista na tarde desta quarta-feira, 22, ao Site Roberta Tum sobre o processo que tramita na Assembléia Legislativa para avaliação de suas contas do ano de 2009, quando teve o mandato cassado pelo TSE. "Estou tranqüilo. Confio nas instituições", afirmou. O ex-governador, que foi eleito senador, e não pode tomar posse em virtude da condenação anterior, com base na Lei complementar 64/90, disse ainda que vai questionar a aplicação do prazo de inelegibilidade de oito anos para o seu caso.

A decisão do STF que confirmou a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, e trouxe de volta questionamentos sobre a participação do ex-governador Marcelo Miranda como candidato no pleito de 2012, será objeto de questionamento jurídico da assessoria de Miranda quanto à aplicabilidade do período de inelegibilidade no seu caso.

“Vou permanecer lutando pelos direitos que o povo me deu”, afirmou o ex-governador em entrevista nesta quarta-feira, 22, quando comentava sua expectativa quanto à votação das contas, com indicação de rejeição do TCE, relativas ao último ano do seu governo, 2009.

Miranda confirmou ter conversado com todos os deputados da bancada de oposição, e disse estar tranqüilo quanto à decisão a ser tomada pela Assembléia Legislativa. “Os mesmos deputados que aprovaram minhas contas de 2008, são os que votarão as de 2009. Estou confiante. Confio nas instituições”, afirmou.

Inelegibilidade

Questionado sobre o entendimento de sua assessoria jurídica diante da vigência em definitivo da Lei da Ficha Limpa – que substitui a norma anterior em vigência quando seu mandato foi cassado por abuso de poder político – Marcelo Miranda afirmou que esta questão “será discutida caso a caso”.

Para Marcelo, sua condenação com base na lei complementar anterior (64/90) não pode ser reformada para ampliar a pena de três para oito anos de perda dos direitos políticos.

Sem se aprofundar no tema, o ex-governador indicou a advogada Ângela Marquez para prestar os esclarecimentos sobre o questionamento que será feito a cerca de suas condições para disputar cargo eletivo em 2014. A advogada não foi localizada pelo Site RT nesta quarta-feira de Cinzas.


Foto: Nacim Borges           Fonte: Roberta Tum-SiteRT           Postador: surgiu.com (abr)


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