Portador de Câncer sofre com preconceito e aponta dificuldade de tratamento na saúde pública
Paciente portador de câncer de próstata alega sofrer preconceito
Postada em: 19/02/2012 ás 10:20:57                   Link:
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Antônio Moreira, vendedor autônomo, é portador do câncer de próstata há quatro anos e segundo o mesmo não teve motivos para comemorar no último dia 4, o Dia Mundial do Câncer. Moreira afirmou que sofre preconceitos e alegou demora no atendimento da rede pública de saúde. A irmã do vendedor, Vera Moreira Martins contou que no hospital ao solicitar explicações a recepcionista teria mandando procurar tratamento em hospital particular caso estivesse insatisfeita.

No último dia 4, foi comemorado o Dia Mundial do Câncer, mas segundo Antônio Moreira, 53 anos, vendedor autônomo, ele não tem motivos para comemorar a data. Moreira explicou que descobriu que tem câncer de próstata há quatro anos e desde então sofre muito com a doença e com os preconceitos da sociedade.

Moreira informou que o tratamento da doença é caro e não tem condições financeiras para fazer particular e isso torna sua situação ainda mais difícil. De acordo com o vendedor ele depende dos serviços oferecidos pela saúde pública e o atendimento é muito demorado. “Não tenho dinheiro e depender do que o Estado oferece é complicado. Para ir ao médico enfrento fila de espera, para marcar e fazer os exames é mais outra fila, no último exame o hospital demorou mais de três meses para entregar o resultado” afirmou Moreira.

O vendedor explicou que quando algumas pessoas descobriram que ele tinha câncer se afastaram e muitas vezes é motivo de piadas. “Minha vizinha veio na minha casa outro dia, fui ser educado com ela e levantei da cadeira para se sentar, a mesma se recusou. Acho que ela pensou que é uma doença contagiosa. Sinto que muitas pessoas se afastaram por não aceitar que tenho câncer ”destacou.

Familiares acusam descaso

A irmã do vendedor, Vera Moreira Martins, contou que os pacientes são tratados com descaso. Segundo Vera, já ligaram do hospital e pediram a Moreira para ir fazer os exames, e quando o irmão chegou no local as enfermeiras o mandaram voltar porque havia acabado o material.

“Ligaram aqui em casa e no outro dia chegamos cedo ao hospital. Ficamos esperando mais de duas horas, depois a enfermeira disse que não tinha material e podia voltar para casa. A falta de respeito é grande e não é a primeira vez que aconteceu” afirmou.

Vera alegou que da última vez que reclamou da falta de atenção a recepcionista teria falado que se não estivesse satisfeita procurasse outro hospital. “Fui perguntar o porquê da demora. A pessoa quando sente dor não tem paciência de esperar. A moça da recepção me disse que já estava fazendo tudo de graça e querer rapidez já era demais. Falou ainda que se tivesse ruim procurasse um hospital particular”, explicou Vera.


Foto: Web           Fonte: Thaise Marques - SiteRT           Postador: surgiu.com (abr)


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