Foi JK que idealizou tirar o Planalto Central do isolamento interligando-o ao Norte do país através de uma Rodovia Federal.
Para essa tarefa ele não foi atrás de um Engenheiro da Construção Civil, mas de um Engenheiro Agrônomo sonhador e acima de tudo realizador. Provas ele já dera quando da construção de Brasília, pois ele era o Encarregado Geral de tudo. Braço direito do Presidente na construção de Brasília.
As realizações deste brasileiro já haviam sido postas em prática quando nas barrancas do Rio das Almas ele construíra a cidade de Ceres – GO.
Estamos falando de Bernardo Sayão, aquele a quem JK lhe incumbira de construir uma das maiores e mais importantes Rodovias do Brasil, a BR-14 e que após a sua morte na frente de batalha levou o seu nome para a eternidade. BR-153 veio após o novo traçado da Rodovia, mas, por questões de numeração para se identificar rodovias.
Pois bem. Esta BR-14, que foi rasgado no Norte de Goiás, hoje Tocantins, chegou por estas bandas no final da década de 50 e começo da década de 60. JK era o Presidente.
Em 1972 começou a sua pavimentação, cuja foi até 1975. Estava realizado o projeto tão sonhado por JK anos atrás. A distância que era medida em meses entre Brasília e Belém passou ser apenas de dias.
O progresso chegou às margens desta Rodovia antes da energia elétrica ou do saneamento básico nas cidades que a margeiam este último ainda capenga na falta de projetos dos governos. As indústrias vão chegando aos poucos, mas, estão chegando.
A Rodovia continua suportando o peso de dos bi-trem e das super-carretas carregadas com equipamentos nunca visto nestas paragens.
O leito da rodovia geme sob o peso destes monstrengos e aqui e acolá se abre uma ferida no asfalto, saturado e mal reparado. No Governo recente do Presidente Lula lambuzaram a Rodovia em toda a sua extensão e deram tanta publicidade ao feito que se esqueceram de avaliar a qualidade do produto e a execução dos serviços.
O “lambuzamento” serviu apenas para realçar nos primeiros dias, as faixas de sinalização horizontal, pois, a sinalização vertical que consiste na colocação de placas indicativas de quilômetros, ultrapassagens, etc. sequer foram colocadas.
Quando acontece um acidente na Rodovia é um Deus nos Acuda para se saber o KM. Isto sem falar no matagal que cobre suas laterais.
A BR-153 carece urgente de uma duplicação, mas, urgente ele carece mesmo é de reparos nas suas feridas. Por ora no Tocantins são ferimentos (buracos) isolados que matam mais que câncer ou outra doença maligna.
Neste trecho de jurisdição da Residência do DNIT de Paraíso do Tocantins, que vai de Santa Ria do Tocantins a Rio dos Bois - TO, a PRF com um pequeno contingente de Policiais Rodoviários, tem se desdobrado nos últimos dias deste ano para poder atender a tantos acidentes. 80% deles causados por buracos isolados na pista.
É uma vergonha!
Nos últimos quinze dias foram quase dez acidentes graves neste trecho! Vidas foram ceifadas, tudo graças a um simples buraco isolado na pista.
Os Bombeiros lotados em Paraíso do Tocantins praticamente estão atendendo somente a acidentes na BR-153. Quando se liga no telefone 193 sempre eles estão em atendimentos na BR ou para o Norte ou para o Sul. Isto é dia e noite.
Em conversa com o responsável pelo DNIT de Paraíso do Tocantins fomos informados que a falta de contrato com as empresas de conservação é que estão ocasionando todos estes transtornos e aí fica a pergunta: E até quando?
Cadê as autoridades políticas deste Estado? É preciso morrer mais gente para se assinar um contrato?
O buraco isolado não é só a causa do problema é o retrato do descaso das autoridades responsáveis por estes serviços.
PSO. 16/02/2012
Foto: Abrêgo-SURGIU
Fonte: Por Ademir Rêgo - Da Redação do SURGIU
Postador: surgiu.com (abr)