Técnicos da Semades, da Prefeitura e da Saneatins encerraram a 1ª etapa do levantamento do perfil do ribeirão Taquarussu Grande
Na sexta-feira, 10, técnicos da Superintendência de Recursos Hídricos da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades), da Prefeitura Municipal e da Empresa de Saneamento do Tocantins (Saneatins) encerraram a 1ª etapa do levantamento do perfil do ribeirão Taquarussu Grande, com a assessoria do professor da Universidade Federal de Brasília (Unb), Henrique Chaves, especialista em Manejo de Bacias Hidrográficas. Um dos objetivos do levantamento é desenvolver o diagnóstico do monitoramento hidrológico, onde serão identificados o volume de água da bacia, inclusive no período de seca; a qualidade da água ao longo do tempo e as áreas prioritárias para a preservação e recuperação ambiental dentro da bacia hidrográfica do Taquarussu.
Os dados contribuirão com o desenvolvimento do projeto “Taquarussu: uma fonte de vida”, que está incluso no programa Produtor de Água, da Ana - Agência Nacional de Água e visa garantir um abastecimento seguro e de qualidade para a cidade de Palmas.
Especialista em Manejo de Bacias e professor da Unb, Henrique Chaves foi um dos idealizadores doprograma Produtor de Água durante sua passagem pela Ana e recebeu o convite para atuar com o apoio técnico na implantação do diagnóstico e do projeto produtor de água em Palmas. Ele traz a experiência de vários projetos em desenvolvimento por todo o país, especialmente em bacias que promovem o abastecimento humano de água, como em Minas Gerais, Brasília e no Rio de Janeiro.
O engenheiro ambiental da Semades, Francis Frigeri, esclareceu que com o diagnóstico, a previsão é identificar as áreas que realmente necessitam de ações de reflorestamento, preservação do solo, recuperação de estradas que estão contribuindo com enxurradas, com erosão e a diminuição da recarga de aquíferos. “Todas as ações na bacia dependerão dos diagnósticos e esses levantamentos estão previstos para serem realizados neste ano”, afirmou Francis.
De acordo com os técnicos, o início dos trabalhos estava programado com a instalação dos equipamentos para realizar a medição da topografia do rio, mas devido o grande volume de chuvas, o rio apresentou níveis muito altos de correnteza, o que dificulta a segurança da equipe. Assim optou-se pelo levantamento dos tipos de solos encontrados no entorno da bacia para, em consenso com a Saneatins, sugerir o reagendamento da medição topográfica do ribeirão no mês de agosto, período de estiagem.
O professor Henrique Chaves acredita que este fato não deve prejudicar o andamento do projeto, já que esta ação de recuperação tem uma grande importância para Palmas. “Devido o grande volume de chuvas o momento não é propício para a instalação dos equipamentos, mas esse fato não deve interferir no cronograma do projeto, uma vez que outros levantamentos estão sendo realizados”.
Foto: Da Assessoria de Comunicação
Fonte: por Cleide Veloso em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Postador: surgiu.com (abr)