Amor e outras coisas chatinhas
Postada em: 08/01/2012 ás 17:21:19                   Link:
Compartilhar:


O amor é bixinho chatinho que deve sempre ser entretido com alguma bolinha colorida para brincar. E devemos lembrar que entretenimento sempre deve ter um cadinho de inovação. As mesmas piadas repetidas várias vezes perdem a graça; uma rádio com as mesmas músicas torna-se cansativa; histórias de romance com os mesmo finais felizes ou de terror onde todos morrem e só sobra um para contar a história também.

O interessante é que as pessoas não conseguem se relacionar por muito tempo. Pode ser por causa da televisão, já que vem tudo pronto e não precisa inovar. Pode ser por causa da falta de tempo, enfim. A melhor coisa a fazer nesse caso é sempre estar inovando, criando situações novas, sair mais para lugares diferentes e fazer coisas que nunca haviam feitos para sair da rotina, claro que sem exageros.

Já tentou sair na rua, pela noite, sem rumo e acabou que começou a chover e vocês ficaram dançando na chuva que nem crianças alegres? Não? Experimente. Isso reaviva a paixão.

Largue mão só dos filminhos básicos e dos churrasquinhos das casas dos amigos. A falta de envenena a paixão. E já que paixão é a alma do amor, também vai matando o amor.

E como fazer para que algo não se torne tedioso? Devemos usar um treco que muitos esquecem que existe – ou deixam de usar: a criatividade. A arte de criar. Não podemos esquecer que uma das regras para um amor duradouro é a criatividade.

Acordá-la pela manhã com um café da manhã. No outro dia com beijos ou risos – ou os dois juntos. Travesseiradas também serve, mas neste caso, verifique antes o ciclo de humor dela.

A falta de inovação no amor também está ligada à falta de fidelidade na relação. Não haveria traição se na relação não faltasse nada – ou se não fosse algo tedioso. A prática da infidelidade sempre está relacionada à alguma carência.

Lembrei-me de um caso descrito no livro “8 histórias de divã” pelo psicanalista argentino Gabriel Rolón, em que conta a história de um homem, bem sucedido, casado, com um filho e que mantinha uma relação com uma mulher fora do casamento.

O psicanalista pergunta:

- Ricardo, diga-me sobre a situação da sua família.

- Bem, eu tenho uma esposa maravilhosa, que amo muito. É uma mulher dedicada, formada, ótima mãe, pura, inteligente e muito bonita. Sinto-me muito feliz por ter ela como esposa.

- Mas, então por que manter uma relação fora do matrimônio?

- É por que eu posso fazer tudo com a Morgana, ela não reclama, até gosta.

- Mas Ricardo, eu não entendo. E por que não pode fazer isto com a sua esposa?

- Como eu disse Rolón, ela é uma esposa perfeita, bonita, delicada, mãe do meu filho. Ela é uma mulher pura. Eu nunca faria algo carnal com ela.

- Mas ela é a sua esposa! Você não deveria ter vergonha da sua esposa.

São casos como esses, em que a esposa não preencheu o lado sexual do casamento, levando o esposo a procurar fora essa ‘carência’.

O desenrolar da história mostra que a ‘amante’ começa a desejar algo mais sério, pois ele não estava dando a ela uma um sentimento de relação séria. No caso, sentimento de esposa. Impõe que os dois devem sair mais publicamente, sem medo que alguém descobrisse. E ainda por cima, deseja que ele conheça os pais dela.

Mais uma vez, ele não preenche o lado ‘afetivo’, o lado materno da amante. Ela tem um espaço em seu íntimo que também precisa ser preenchido.

Acaba que um dia a ‘amante’ manda uma mensagem bem provocativa para ele. Mas o Ricardo estava tomando banho e a esposa descobre a traição. Então o casal briga, separa. E duas semanas após a discussão, eles conversam entre si e ela faz uma declaração que o deixa estarrecido:

- Eu já estava começando a sair com um cara, pois eu também preciso de um pouco de romance.

Ele não entendia como ela, uma esposa tão pura também queria esse lado. Eles não se conheciam. Já estavam completando oito anos de casados e eram estranhos na própria casa.

No final, eles decidem voltar e a se ‘reconhecer’ novamente.

Moral da história: o amor precisa de conhecimento total um do outro. Precisa de inovação. Precisa de ousadia. Precisa de sinceridade. Precisa de… amor.

Mais textos em paulohenriquelima.tumblr.com


Foto: Paulo Henrique Lima           Fonte: http://paulohenriquelima.tumblr.com/post/15423265932/amor-e-outras-coisas-chatinhas           Postador: Paulo Henrique Lima


Comentarios - Facebook




Comentarios - Surgiu

*De:
*E-mail:
Mensagem

Atenção: Os Comentarios aqui publicados são de total responsabilidade
de seus autores e poderão ser excluídos se conterem caráter
pejorativo, ameaças ou ofensas aos visitantes ou ao artista.


No momento não temos nenhum Comentario
cadastrado em nosso banco de dados!