A fama é o ópio do povo, só que numa versão mais liberal, porém não menos prejudicial.
A busca incansável de ser celebrado é uma realidade que a psicologia já poderia colocar como ‘característica predominante do ser humano’.
Muitas vezes pode ser relacionada ao poder. Na história não falta exemplos de pessoas que tinham como objetivo, utilizando as frases do personagem de desenho animado Celebro, ‘conquistar o mundo’.
A cede de querer ser famoso, de tentar ser célebre, era visto com atos heroicos, revoluções idealistas. Já hoje, podemos ver exemplos em que a mídia utiliza esta sede para promover (desde padres que se amarram em balões até mulheres com nomes de frutas).
Fama é que nem piolho: espalha-se, sobe à cabeça e de repente é uma praga, pois está todo mundo fazendo a mesma coisa.
O maior exemplo de chiqueiro humano, onde o que se da para comer é a indecência humana e fede mais imoralidade do que banheiro público masculino e o tal do BBB. Onde a busca por ser um dos heróis pregados pelo Pedro Bial, naquele aterro de lixo de mídia pública.Parece uma gaiola onde cada urubu tenta expor a carniça do outro.
Essa busca de fama lembra aquelas nerds carentes, onde criam perfis falsos em redes sociais e tentam fazer amizades pousando de pessoas ‘bacanas’ e sem defeitos. Gente, fama não se faz, e também não se conquista. E, lembrando o que o filósofo escritor do livro Natureza nos fala: “A fama é a prova de que as pessoas são crédulas”.
Pode lembrar que fama é algo passageiro, diferente de sucesso. Uma coisa que sintetizaria tudo seria:
Existem muitas pessoas que são famosas, mas não são nada bem-sucedidos; e existem pessoas bem-sucedidas que não são nada famosas.
Mas pra que buscamos a porra da fama? Não sei dizer. Acho que isso é algo ligado à carência. Pode-se dizer que é onde não conseguimos preencher algo que só os sábios monges budistas isolados em alguma montanha localizada no Himalaia sabe – ou simplesmente alguém que conseguiu encontrar a tal ‘paz interior’ pregada em filmes de estilo kung fu.
O interessante é que buscamos esse intenso ‘círculo de amigos’, como se eles nos acompanhasse em todos os momentos da vida. Temos que lembrar que no final não vai adiantar quantas pessoas te conhecem, pois todos nós vamos morrer sozinhos mesmo.
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Foto: Paulo Henrique Lima
Fonte: http://paulohenriquelima.tumblr.com/post/15360477952/gaiola-de-urubus
Postador: Paulo Henrique Lima