2.011 está chegando ao fim. Daqui pra lá só o Natal para comemorarmos o nascimento de Cristo e o Papai Noel para o comércio comemorar suas vendas.
Antes dos fogos do Revellion compete a nós pegarmos uma folha de papel e uma caneta e fazermos um balanço do que de bom e de ruim aconteceu neste ano que está arquejando para acabar.
Ao que tudo indica os melhores momentos foram os passados dentro de nossas casas, no aconchego da família, sem irmos até a escrivaninha para não rebuscar papéis de contas e sem ligarmos a TV para não vermos o que acontecia lá fora.
Trocados em miúdo foram poucos e curtos os melhores momentos deste ano por que poucos e curtos são os momentos que podemos dedicar aos nossos mais próximos.
Do outro lado do portão, o bicho pegou de vez. Foi um ano de recomeço político do Brasil e dos Parlamentos e a safra de Prefeitos mais próxima do Judiciário que já se viu na história do Brasil e que fizeram tanto barulho nos Tribunais que o martelo da justiça quebrou o cabo e o ferro se desgastou no tampo da mesa da autoridade.
No Planalto Central os Ministérios foram atingidos de tal forma que Ministro caia em efeito dominó, que dava gosto. Foram sete Ministros derrubados em um ano de Governo, marca nunca alcançada por nenhum Governo deste Brasil e o próprio Governador de Brasília está no pau da goiaba.
Só Governadores têm 11 na lista que podem ser cassados a qualquer momento. Nunca se deu tanto trabalho para os TREs, TCEs, MPs, TJs, TSE e STF como nestes doze meses deste ano de 2.011.
As prateleiras estão abarrotadas de processos de todo tipo de crime envolvendo políticos e administradores públicos que dá para brincar de “ciranda cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dá”...
Prefeitos esqueceram a Lei de Responsabilidade e meteram a mão sem dó nem piedade. Rimou até, mas, é a pura verdade, continua a rima.
No meu recém-criado Tocantins, Estado com 139 Municípios, 140 ações civis e públicas foram postuladas e 61 Prefeitos estão respondendo a algum tipo de processo, 17 Prefeitos estão sendo investigados atualmente, 18 já foram afastados, sendo que 12 só neste ano de 2.011, 9 continuam afastados e 2 foram presos.
Partindo do pressuposto de que 140 ações pesam sobre prefeitos de 139 municípios, é praticamente uma ação para cada um deles.
Para o Procurador-Geral de Justiça do Tocantins, Clenan Renaut de Melo, mesmo tentando de todas as formas, coibir a prática delitiva nos Municípios, os Administradores não se furtam às tentações da carne, ou melhor, do bolso e estão sempre metendo os pés pelas mãos. Isto resulta em processos e mais processos e o que é pior, 2.012 é ano de eleições municipais, aonde os que vão para a reeleição usam e abusam da máquina e os que não vão, não estão nem aí para quem for pegar o abacaxi mal descascado que eles estão deixando.
Pelo menos em termos de Tocantins, esta safra de Prefeitos, com raríssimas exceções, não vai deixar saudades para ninguém. Muitos estão naquela fase de dizer: “Estão me processando por quê? Eu não fiz nada.” Não sabem eles que prefeitos têm que ser processados quando não fazem nada mesmo. Eles foram colocados lá para fazer alguma coisa, que não seja roubar.
Paraíso do Tocantins, uma cidade pólo de uma região que congrega 18 Municípios era tida e havida como cidade onde os prefeitos construíam obras e mais obras para tentarem superar os antecessores, hoje é o contrário, três anos depois não se registrou uma placa de inauguração de obras descerradas desta administração, enquanto se enumera por outro lado, uma lista de recursos federais e estaduais que voltaram e para culminar tem quase dez obras iniciadas com recursos federais iniciadas e paralisadas há mais de 150 dias, cujos recursos poderão voltar por falta de continuidade da mesma.
Como professor o atual gestor não leu a lição de casa, afinal, sequer construiu uma sala de aula neste longo mandato.
A bicicletinha da campanha não resistiu ir à Palmas ou à Brasília na busca de recursos por que o ciclista fica amarrado na mesmice da humildade tentando enganar mais uma vez o povo com um processo de reeleição que só ele, o prefeito, acredita.
Paraíso do Tocantins, o Estado e o Brasil, está na hora de acordar para a realidade. Enquanto o Papai Noel anuncia sua vinda deslizando com o seu trenó sobre as nuvens, nós ficamos a ver navios acreditando em muitos desses políticos que só olham para a barriga ou para o bolso deles e sorriem da ingenuidade alheia.
Quando Papai Noel pousar nesta terra, não sei o que dizer, pois, assim como ele, já estou de saco cheio de tanta promessa política e de ver tão pouca realização.
E pensar que em 2.012 só se vai falar em eleições, haja saco, e de obras, só promessas.
Só mesmo o Zagalo: “Vocês vão ter que me engolir”!
Vamos ter que engolir, sim, sabendo votar com consciência, analisando cada candidato com muito cuidado para podermos erra menos.
E que Deus, nesta hora, nos ilumine. Amém!
Foto: comprediretodachina.com,br
Fonte: Por Ademir Rêgo - Da Redação do SURGIU
Postador: surgiu.com (abr)