Numa rápida ação investigativa orquestrada pelo 2º DP de Paraíso do Tocantins, através da Delegacia Regional de Polícia Civil, cujo inquérito policial é presidido pelo Delegado Dr. Leão Lopes Júnior, foi preso na tarde de ontem, em Campinorte - GO, Edimar Almeida Cravo, 35 anos, usuário de drogas, caminhoneiro, com antecedentes criminais no Estado do Pará, incurso no Artigo 129 do Código Penal, Artigo 148§ 1º, 4º e 5º c/c o Artigo 148, 1º do 4º, c/c com o Artigo 70 do Código Penal e Artigo 217 A, Estupro de Vulnerável, duas vezes em continuidade delitiva; Artigo 71 do Código Penal, após ter seqüestrado dois menores e ter agredido um deles e mantido relações sexuais com o outro, na BR-153.
A ação também foi possível com a interferência do Delegado Dr. Vinícius Teles da Silva Costa, de Campinorte – GO e do Dr. Edson Azevedo da Delegacia Regional de Porangatu – GO, bem como dos dois Conselhos Tutelares destas duas cidades.
Após a prisão do motorista, a mãe da menor Suzi Kelly da Silva Oliveira, 13 anos, e do menor Marcos Vinícius da Silva Oliveira, 14, Laudilene da Silva, que foi com a Polícia Civil até a cidade de Campinorte, ouviu todo o depoimento tanto das vítimas como do acusado, também será enquadrada por abandono de incapaz, calúnia, ameaça de morte, difamação e injúria.
Conforme depoimento dos menores, os mesmos deixaram o Posto Carneirão, no dia 15/11 de carona com um caminhoneiro chamado Valdemar até a cidade de Aliança.
Em Aliança à beira da estrada estava uma mulher negra, cujo nome dizia ser Kátia, quando os três pegaram carona com o motorista Edimar Almeida Cravo, que vinha de Belém, até a cidade de Talismã, quando o motorista “descartou” a senhora Kátia dizendo que o caminhão era rastreado e não poderia levar todo mundo até São Paulo, para onde os jovens diziam ir para casa de parentes.
A partir de Figueirópolis o motorista começou a demonstrar interesses pela menor e como já era noite parou no Posto Matinha quando pediu para o menor ir comprar um lanche no posto, momento em que ele manteve a primeira relação sexual com a garota, de maneira forçada, até por que a menina estava menstruada, e sem o uso de camisinhas, fato que se repetiu por mais três vezes, até são Paulo.
A partir de então a afeição foi se tornando cada vez maior e o mesmo levou-os até São Paulo, aonde chegou no dia 18/11 e só retornou no dia 21 quando achou outra carga para Belém.
Em declarações à Polícia de Campinorte, acompanhada pelos policiais Civis de Paraíso do Tocantins e na presença da mãe, a jovem disse que fugira de casa para a fazenda do namorado Tiago, por que detestava a mãe que a humilhava e a tratava de puta e vagabunda. Acusou a mãe, também, de tomar remédio controlado, ter problemas psicológicos e que depois resolvera ir para São Paulo em busca de uma vida melhor. Falou, inclusive, para o irmão não acompanhá-la, no que este dissera que não a abandonaria. Para o motorista ela se dizia maior de idade. Dizia ter pavor da mãe.
O jovem Marcos Vinícius que alertara ao motorista desde o princípio de que ela era menor começou a ter ciúmes da irmã, quando viu o interesse do motorista, chegando ao ponto da própria irmã, depois de discutirem entre eles, ter pedido ao motorista para abandoná-lo na estrada, ocasião em que o próprio chegou a agredi-lo, puxando pelo colarinho e jogando para fora da cabine do veículo, oportunidade em que o jovem jogou pedras no mesmo atingindo-o em um dos lados da face.
No depoimento do motorista ele disse que realmente levara as crianças até são Paulo, mas, que estava trazendo de volta por medo de problemas futuro. Declarou ser réu confesso.
Para a polícia a garota declarou que sua mãe a obrigara a várias vezes fazer sexo com homens adultos.
Tem registros no 2º de Paraíso do Tocantins, de um cidadão em regime condicional, vizinho da residência da senhora Laudilene de Silva, de que a menina gostava de ficar praticamente nua no quintal da casa e fazendo gestos para que o mesmo fosse até ela, no que ele registrou a ocorrência, preventivamente.
O caminhoneiro está preso na cidade de Campinorte – GO e as crianças estão com a mãe temporariamente, até que o Conselho Tutelar de Paraíso do Tocantins encontre uma solução para o caso.
O inquérito policial presidido pelo Delegado Leão Lopes Júnior ainda está em aberto e ainda hoje, a senhora Laudilene da Silva será ouvida novamente. Para o Delegado Regional de Polícia de Paraíso do Tocantins, Dr. Alberto Geofre Wanderley este foi mais um caso resolvido com sucesso pela Regional.
Hoje pela manhã a jovem Suzi Kelly da Silva Oliveira tentou fugir de casa novamente e foi pega pela Políca Militar do 8º BPM.
Foto: Assessoria de Comunicação
Fonte: Ademir Rêgo - Redação do SURGIU/Ascom - 2º DP
Postador: surgiu.com (abr)