“Meu Deus julguei pela aparência um dos melhores correntistas desta agencia e não sei onde ponho a cara”.
Conheço inúmeras histórias reais de vendedores que perderam vendas grandes por falta de humildade e sabedoria, no mínimo de berço, de que não devemos julgar ninguém pela aparência.
Acreditem pessoas mal vestidas muitas vezes podem ser o seu melhor cliente do dia, muitas vezes são os que gastam mais, não há como saber. Não vem escrito na testa. Outra coisa, esta pessoa pode claramente observar o seu olhar de reprovação e não mesmo adentrar na loja e efetuar a compra. O olhar de reprovação é cortante tanto quando uma navalha na carne dói nas entranhas da alma.
Temos um caso desta situação de pré-julgamento por antecedência. Tenho um tio que apesar de ser uma pessoa de poses não aparenta ter nada, ou seja, quem ver imagina ser um Luís da vida. Aconteceu um fato semelhante a este tema, em uma de suas idas a Agencia do Banco do Brasil, humildemente vestido numa bermuda jeans surrada e uma camiseta destas promocionais e a sua típica havaiana amarela, adentrou a agencia e permaneceu ali na fila a espera do seu atendimento como todo e qualquer cliente naquele local.
O gerente do Banco precisando de uma pessoa para mudar uma mesa de determinado lugar dentro da agencia, não hesitou e estendeu a mão.
- O senhor pode ajudar o guarda a levar esta mesa para aquela sala, apontando o dedo.
- Sim, vamos lá. Agarrando a ponta da mesa. Fizeram isto em menos de 5 minutos e retornando a fila. O gerente querendo retribuir o feito estendeu novamente à mão em sua direção e ele novamente direcionou a mesa da gerencia.
- Sim doutor?
- O que o Senhor está precisando, deixa resolver pra você, afinal foi gentil em nos ajudar.
- Nada de mais doutor queria apenas pegar dois talões de cheques, amanha é dia de pagamento na fazenda e não tenho as folhas suficientes.
Nisto ele entregou o cartão e a requisição de pedidos dos talões. O gerente olhou e perguntou quem é Luís... Ele respondeu sou eu doutor e já estendo a cédula de identidade. Nesse momento o gerente amarelou e lhe pediu milhares de desculpas por ter feito carregar a mesa. E ele prontamente respondeu doutor estamos aqui para servir e não vejo nada demais em trabalhar aqui ou em uma das fazendas, trabalho é trabalho. O gerente usou as seguintes expressões: “Meu Deus julguei pela aparência um dos melhores correntistas desta agencia e não sei onde ponho a cara”. Doutor obrigado e quando tiver mesas pode me chamar que ajudo sem problemas.
Que lição esse gerente tirou naquela tarde. No meio de toda uma agencia lotada julgou uma pessoa pela sua forma humilde de se vestir e pela aparência pessoal.
Então jamais julgue o cliente pela aparência quando ele adentrar o seu estabelecimento, você poderá se surpreender.
César Lustosa
Escritor e Palestrante
www.cesarlustosa.com
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Postador: Cesar Lustosa