O sistema de 'deseducação'
Postada em: 08/11/2011 ás 09:27:53                   Link:
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“O sistema de ensino está falido”. Essa expressão tornou-se mais clichê que filme de romance em que o par romântico protagonista, que se conheceram de uma forma distinta e cômica, passam por dificuldades mas, no final, acabam ficando juntas.

Eu falo que ele está falido por um simples motivo: é burocrático. A burocracia sufoca a inovação. Se qualquer um dos grandes gênios do passado como Newton, Galileu, Freud ou Einsten retornasse nos dias de hoje, aceitaria de bom grado um emprego de carvoeiro ilegal no interior da Amazônia simplesmente por falta de emprego.

Hoje uma Universidade é o grande centro que reprime boa parte das grandes idéias. Isso parece hipócrita, não? Como diz o filósofo Luiz Felipe Pondé: “A base da sociedade é a hipocrisia”, expressão que se aviva bastante quando é apontada a esses nossos “alunos”.

Coloco esta palavra entre aspas duplas pelo simples motivo: muitos especialistas desejam retirar a expressão “aluno”. Pois morfologicamente falando, (a = não; luno = luz) esta palavra traduzir-se-ia na expressão “sem luz”. Antigamente utilizado para definir pessoas sem a luz do conhecimento. Mas esses especialistas ‘inovadores’ que tentam tirar esta expressão estão tentando somente tampar um buraco na grande “Rodovia Tocantinense” que está à frente – ou seja, cheia de buracos.

Bah! Não é mudando uma palavra que se muda o sistema. O incrível é que são vários jovens que estão ensinando aos professores. Não ensinando regras de matérias - pois essas já foram criadas. Ensinando a como pensar, inovar, agir, rebelar, progredir... evoluir!

Se Einsten fizesse um ENEM, é bem capaz que ele não conseguiria atingir nem a nota mínima necessária para passar em um PROEJA – outro projeto de ‘sucesso’ que dá TÍTULOS à população, em vez de uma verdadeira educação. E mesmo que conseguisse, estaria bastante descontente.
O simples fato de que o caminho que uma pessoa vai seguir profissionalmente ser decidido em apenas um dia já é uma questão de piada em países que não consomem deste sistema. Um dia para definir um jovem! E se somente naquele dia, aquele jovem passar mal e não conseguir realizar o vestibular/concurso/ENEM/Provão-qualquer com eficácia? Bem, de acordo com o sistema isso significa que o estudante está despreparado, não está apto para cursar uma faculdade.

O sistema exclui, não analisa um histórico de vida escolar, não olha pelos trabalhos realizados, não presta atenção no raciocínio. Gosta de simplificar, de decidir um ano em um dia.

A sequela final disto? Só se encontra reciclagem de informação no meio acadêmico. Há reciclagem, não há criação!

Se um acadêmico vai escrever uma tese inovadora e deseja publicar, ele bate de frente com tantas regras ‘padrões’ que no final a grande idéia inovadora acaba ficando na lixeira (do computador). E o que se apresenta como resultado é apenas mais uma idéia lapidada pela burocracia e ‘sabedoria’ universitária, que tanto se mostra eficaz na educação dos jovens (como por exemplo, a melhor forma de acender uma maconha atrás da biblioteca de um campus).

Atenção: o autor apresenta grandes sinais com tendencias de generalizar tudo.


Foto:            Fonte:            Postador: Paulo Henrique Lima


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