Prefeito de Monte Santo-TO foi à Câmara, se explicou e ouviu cobranças, nesta quinta, 27
Convidado pelo Legislativo, Prefeito Cléo falou aos vereadores e ao povo que lotara as dependências da Câmara Municipal
Postada em: 29/10/2011 ás 15:10:31                   Link:
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Na noite desta quinta-feira, 27, o Prefeito de Monte Santo do Tocantins foi à Câmara Municipal atendendo a convite da Casa, para dar esclarecimentos aos vereadores.

Em sua fala o Prefeito agradeceu a participação da população presente no auditório da Câmara Municipal e disse que não havia vindo antes por que não era do seu feitio ir à casa de alguém onde não fosse bem recebido e que este era um dos motivos da sua ausência na Casa. Lamentava que alguns vereadores fizessem uso da tribuna para bater nele e que aquilo não era bom. Disse que estava ali naquela noite por que não devia nada a ninguém e, portanto, nada teria a temer.

Falou que mandara a Lei de equiparação salarial dos professores, por que estava cumprindo com a Lei Federal do piso nacional desta classe de servidores. Todo mundo entendia e que ele estava na Administração, para cumprir a Lei. Lembrou que nesse caso ele tinha o recurso e que os professores já haviam sido contemplados em 2010 com o 14º Salário e que se tiver orçamento fará o mesmo em 2011.

Lembrou que ninguém ganhava só o Salário Mínimo na Prefeitura e que os aumentos foram dados sistematicamente, na medida em que o Salário Mínimo aumentava.

Disse que desafiava quem provassem que o Prefeito de Monte Santo deixara de cumprir compromissos e que seu compromisso maior era com o servidor, por isso pagava religiosamente em dia e na única vez que isto não acontecera, a culpa foi da Caixa Econômica que deixara de depositar na conta do servidor. Que todos os servidores do Município receberam o Título de Cidadania, que consistia em ter uma conta aberta individual para cada um deles.

Lembrou da criação do MSPREVI, Instituto de Previdência do Município, onde cinco funcionários já foram aposentados.

Sobre o Balanço Geral de 2008, reprovado pelo TC, disse tratar apenas de problemas técnicos, mas, que ele já entrara com recurso e que brevemente o mesmo seria aprovado, porém, não entendia como Vereador chegara a falar em desfalque de R$ 600.000,00 nesse balancete. Que jamais faria isso, nem que vivesse 200 ou 1.000 anos. Que apenas um item estava emperrando a aprovação do balancete, exatamente o que tratava do índice a ser gasto com a Educação.

Adiantou que não devia nada de sua gestão, em contrapartida herdou muito da outra gestão. Adiantou que pagara parcelas a mais da outra gestão, mas, que através de seu advogado já entrara com embargo atrás desses créditos do município. Alertou que hoje não se poderia atrasar pagamento de contribuições do INSS, por que as multas, os juros, são altíssimas. Lembrou que nunca atrasara com os depósitos das contribuições do MSPREVI. Via-se como um cristal neste mandato, mesmo reconhecendo que ninguém era perfeito. Causara-lhe estranheza quando alguém fora à Justiça, para tentar incriminá-lo. Que entrara na Prefeitura com o nome limpo como uma folha de papel branco e quando assumira a Administração, esta não tinha crédito sequer para comprar um palito de fósforo.

Sobre os Balancetes de 2008, que foram rejeitados o foram apenas por problemas técnicos, mas, que o problema já estaria sendo resolvido. Os recursos quando chegam, são imediatamente repassados às suas contas e aplicados na sua totalidade.

Ao falar de contratos com terceiros, Cléo disse que todos são feitos de forma bilateral e pagos em dia. Elogiou a fala do Vereador Ramos Guida (PR) pelas suas explicações de um contrato firmado anteriormente com a municipalidade. Para o Vereador Langoneo Alves (PT) disse que jamais deixara de atender a assentados, tendo mandado ônibus todo dia 10 do mês e o veículo da saúde, porém, se o vereador deixara a base, o problema era dele. Disse que não seria capaz de atender a todos os pedidos. Ao vereador Manoel Messias (PPS) lembrou que pegou o município com muitas dificuldades. Que o Projeto de Lei passando os professores para 40 horas letivas era prerrogativa do Executivo e que aumentar o salário de todos os funcionários era um sonho de sua administração, porém, não tinha receita para tal, até por que o Município está prestes a infringir o Limite Prudencial estipulado por Lei. Estaria fazendo um planejamento para não suspender os repasses do FPM. Tão logo seja possível enviaria matéria neste sentido à Câmara, sabendo que em aumentar o salário do servidor estaria aumentando também o pagamento com as obrigações tributárias, cujas são inseridas automaticamente.

Lembrou que a Administração Pública é diferente da administração privada, onde esta, conforme a dificuldade vai ao banco e resolve o problema.

Elogiou a idéia do convite à sua pessoa para estar presente naquela noite na Câmara Municipal e que no início da administração encontrou funcionários fantasmas e que suspendeu seus pagamentos.

Sobre a LDO esta não implicaria imediatamente em despesa assumida, era apenas pretensão de construir obras importantes para o município, como o Aeroporto, Quadras Poliesportivas, Campos de Futebol, Projeto Orla, Casas Populares, Asfalto e Aquisição de Veículos e que vira com tristeza tudo isto ser retirado da proposta enviada à Câmara, até recursos no valor de R$ 200.000,00 de emenda do Deputado Zé Geraldo (PTB) e R$ 600.000,00 do Deputado Federal Eduardo Gomes (PSDB) ser passíveis de estorno ao órgão de origem, se não forem aplicadas, conforme preestabelecia no Projeto de Lei. Que a aprovação do Projete cabia a Casa e que ele não ficava enchendo a Câmara com Projetos de Leis, só enviara os que realmente eram necessários.

Ao falar do abono dos professores em forma de notebooks, disse que o Prefeito de Pium fizera o mesmo e ninguém reclamara e que no ano de 2012 os diários serão todos pelo sistema eletrônico.

Explicou que a reunião acontecida horas antes, fora administrativo, portanto, não caberia a presença de vereadores como fora alegado nesta Casa e que não vira motivos para reclamações. Por isso mandara o caso do abono juntamente com a equiparação salarial ao piso nacional dos professores, para ganhar tempo. Disse estar apreensivo com o aumento de 13% no Salário Mínimo em janeiro, quando aumentará o valor da folha de pagamento.

Lembrou que o servidor do município tem crédito na praça e ele, mesmo tendo o recurso par a aquisição dos implementos dos tratores dera um cheque seu, como caução, até que o dinheiro do município para esta compra fosse liberado, como aconteceu no início de seu mandato quando emitiu 32 cheques caução para aquisição de bens e ou serviços para o Município.

Acusou os que foram de maneira precipitada ao MP e a Procuradoria Geral para tirá-lo do cargo, mas, que ele não era como um sapo que se tira d’água, pelo pé e que ele chegara à Prefeitura pelas linhas normais do bem e que teria pessoas parecendo piolhos de gabinete, com papéis nas mãos, tentando prejudicá-lo e não se deram conta de que os outros os observam com olhares de psicologia.

Sobre a saúde, disse que não achara necessária a construção de um hospital municipal, tendo Paraíso e Palmas tão perto e que vira no exemplo do Hospital Municipal de Divinópolis um equívoco da administração. E que Monte Santo não era cidade pólo e os dois postos de saúde, atendiam perfeitamente à população com médicos, fisioterapeutas, pediatras, enfermeiras e uma ambulância para o transporte, nos casos mais graves.

Aos que se afastaram da base, a eles caberia dizer por que. Sabia que política tem questões ideológicas e na Câmara virá sempre que seja convidado.

O Vereador Adilson Pereira (PSDB), Presidente da Casa, disse discordar do Prefeito quando este dizia não ser bem recebido naquela Casa e que esta estará sempre de portas abertas ao administrador do município.

O Vereador Vandegildo (PP) pediu explicações ao prefeito sobre balancetes de 2008 e contratos de máquinas no valor de R$ 170.000,00 e que em tudo o prefeito só culpa o gestor passado. No que o Prefeito Cléo perguntou se o vereador sabia o valor de uma hora de máquinas e quanto isto custaria para recuperar as estradas do Município. Disse que todas as estradas foram recuperadas, construídas 31 pontes, bueiros, aterros, mata-burros e que se não tivessem obras ele até acataria a reclamação do vereador.

O Vereador Longoneo (PT) cobrou a reforma da ponte da Grota de Pedra e das casas populares o prefeito explicara que já mantivera contato com o prefeito de Divinópolis, para os dois construí-la, por que esta estaria na divisa dos dois municípios. Quanto às casas eram para serem iniciadas em 15 de agosto e foi adiado para 15 de outro, porém, como são obras do Governo do Estado só a ele caberia saber o dia exato do seu início, até lá estaria apenas cobrando. Mas, que o contrato já estaria assinado.

O Vereador Manoel Messias (PPS) pediu explicações ao prefeito sobre uma nota contida em balancete, no valor de R$ 15.000,00 referente ao conserto mecânico de uma Moto e se ele não acharia muito cara essa despesa. O prefeito alegou desconhecimento e que iria até a contabilidade do município para saber como isso acontecera e dissera mais ,que a parte que era mais complicada na Administração Pública era exatamente a contabilidade, onde já tivera que arcar com muitos prejuízos. Que ele como prefeito não fora à oficinas mecânica tirar notas fiscais de serviços e peças e que iria verificar pessoalmente este lançamento na contabilidade. E que até os descontos dos autos peças estariam contidos na própria nota e em benefício da municipalidade. Falou que em 2009 foi eleito o melhor Prefeito do Estado e que sempre ficou entre os seis melhores.

O Vereador José Rodrigues (PSDB) pediu respeito ao prefeito quando ele supostamente havia mencionado dizendo que os cinco vereadores de oposição não deveriam ser tratados como gente. O Prefeito se defendera dizendo que foram os próprios vereadores que criaram essas barreiras e que alguns eram de dentro de sua casa como no caso do Vereador José Rodrigues que sempre afirmara que o prefeito Cléo tinha um bom coração, mas, que estaria aberto ao diálogo e que não careceria desse embate contra sua pessoa. Que na sua casa, aonde almoçara muitas vezes, sempre foi muito bem tratado, tanto por ele como por sua esposa. Que sua casa continuava de portas abertas, mas, que se deveriam conduzir as coisas com cautela e respeito. Só não aceitava era ficar sendo atacado e continuar calado.

O Vereador Edilson voltou à fala para dizer que realmente estranhara a forma como foram colocados os Projetos para votação, com pressão e exigência na urgência de definição. Sobre a situação dos demais servidores, se o prefeito afirmara que não haveria dinheiro, não seriam eles os vereadores irresponsáveis a tal ponto de exigir que lhes fossem dados os aumentos.

O prefeito, mais uma vez usou da palavra, para dizer que o município foi contemplado, juntamente com mais outros cinco, com a construção de estradas vicinais. Lamentara não ter trazido os extratos bancários concernente ao FPM para mostrar aos vereadores, mas, que iria levantar dados esses dados e iria encaminhar à Casa, para que eles pudessem ver o que sobraria. Afirmou, porém, que não partira de sua parte o convite para os professores irem à Câmara pressionar o Legislativo. Se eles lhes perguntassem ele os aconselharia a não irem e que só o fizessem no segundo ou terceiro dia de Sessão, após os vereadores terem estudado a matéria.

O Vereador Adilson Pereira (PSDB), Presidente da Câmara Municipal encerrou essa parte da Sessão e passou a leitura dos Projetos que entrara na Casa, não sem antes agradecer a presença do Prefeito e das demais pessoas presentes naquela Sessão.



Foto: Abrêgo-SURGIU           Fonte: Por Ademir Rêgo - Da Redação do SURGIU           Postador: surgiu.com (abr)

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