Ou, para íntimos apáticos, o Sertanojo.
Sim, é verdade. Muitos que me conhecem sabem que não tenho afinidade com o Sertanejo Universitário. Não é pelo ritmo em si, embora algumas letras também me invoquem muita antipatia. A maior implicância é simplesmente pelo conceito literário de Sertanejo Universitário.
A deficinição é algo importante, pois mostra uma origem e um designo. Então, vamos ver algumas definições. Definição de fazendeiro: aquilo que vem da fazenda; de americano: aquilo que vem da América; de sertanejo... aquilo que vem e se passa em um buteco? Pelo amor de Deus! Há,.. mas é um ritmo mais para os jovens... pois bem. O que seria um sertanejo universitário?
Vamos pensar um pouco. Sertanejo
é aquilo que é do
sertão, pois então, denomina-se
música sertaneja. Talvez um sertanejo universitário fosse aquele cara, que nasceu no sertão ou tem suas raízes lá, e foi para a faculdade estudar. Pronto! Um sertanejo que
é universitário. Um filho de sertanejo, que podemos achar em muitas músicas antigas, onde se cita que o pai ralou para pagar a faculdade e, em alguns casos, o filho ‘doutor’ esquece da própria família e seus valores.
Tem músicas como a “Ai já era”, da dupla Jorge e Mateus, que pra mim, está mais para MPB clássica. Até Kid Abelha, Los Hermanos ou até mesmo Os Condenados é mais “caipira”. Já existe outras, que não vou nem comentar. Até funk do MC Castra é mais educativa!
Mas, falando em bandas... Das poucas que conheço, consigo lembrar somente de duas que, com letras (e ainda em poucas faixas do disco) conseguem chegar perto de mostrar a mente e as palavras de um filho de sertanejo (um cara que está na cidade, mas que ainda tem os valores e costumes do sertão), e essas duas seriam Vitor e Léo e a nova dupla João Carreiro e Capataz.
Outra coisa interessante é que são incontáveis as bandas que só tem prestígio e que tem como a base da carreira apenas uma música de sucesso. São esses tipos de bandas que se some da mente dos ouvintes e dos auto-falantes das rádios com uma velocidade mais rápida do que a que chegaram.
Sim. Hoje em dia faltam-se músicas com letras proveitosas. E a maior aflição é que os próprios jovens não buscam essas influências musicais. O modismo que antes dominava o estilo de falar e de se vestir, agora entrou até nos gostos musicais e literários – mas isso é assunto para outro texto.
Foto: Fonte: http://paulohenriquelima.tumblr.com/post/11993280612/o-sertanojo
Postador: Paulo Henrique Lima