Câmara Municipal de Palmas promove Audiência Pública sobre Drogas e Entorpecentes, com a presença do Prefeito Raul Filho (PT) e outras autoridades

A Câmara Municipal de Palmas promoveu na tarde desta terça-feira, 14, uma Audiência Pública sobre Drogas e Entorpecentes, com a presença de várias autoridades da Capital

Postada em: 14/06/2011 00h00m
Da Redação
O Presidente da Câmara Municipal de Palmas, Vereador Ivory Lira (PT) promoveu na manhã desta terça-feira, 14, Audiência Pública sobre Drogas e Entorpecentes objeto de preocupação de todas as autoridades da Capital.

A Audiência Pública contou a presença da Promotora Cristina Senser, representando o Procurador Geral de Justiça do Estado do Tocantins, Clenan Renaut de Melo, Carlos Augusto, Conselheiro Estadual, representando da Polícia Federal do Tocantins, Ten. Thiago Monteiro, representando o Cel. Jaizon, Sub-Secretário da Polícia Comunitária, Capitão Rodrigo Campos, representando o Ten. Cel. Marco Antonio Martins da Silva, do 22º Batalhão de Infantaria do Exército, senhora Márcia Rezende Silva, Conselheira sobre drogas, representando o secretário Estadual de Educação, Danilo de Melo, Inspetor Santos, representando o Secretário Municipal de segurança, Trânsito e Transporte, Cel. Antonio Benvindo, Kairo Bernardo, Coordenador de Juventude e Esportes e Presidente do Conselho de Política sobre Drogas, Sandra, Conselheira Sobre Drogas, Zenóbio Júnior, secretário Municipal de Educação, Robledo Suarte, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social, José Quixabeira da Silva, Superintendente da Guarda Metropolitana de Palmas, CB PM Reginaldo Brabo, representando o Sub-Secretário de Segurança Comunitária, Vereadores e o Prefeito da Capital, Raul Filho (PT).

O Prefeito Raul Filho (PT) reconheceu o aumento substancial do tráfico e consumo de drogas na Capital, daí precisar de uma política de ação articulada para se obter melhores resultado neste combate. Citou como exemplos para diminuir o problema a criação de Escolas de Tempo Integral, o CRAS, Casa Abrigo, Casa de Acolhida, Programa Acolher para Crescer, ProJovem Adolescente, Bolsa Família, PETI, ProJovem Trabalhador, dentre outros.

O Vereador Fernando Rezende fez um alerta quanto aos “over bar”, que funcionam na Capital distribuindo bebidas para crianças e adolescentes e que estas festas deveriam ser proibidas, bem como a venda de bebidas alcoólicas nos postos de combustíveis da cidade, fazendo-se necessária a realização de blitz constantes nestes locais.

O Vereador Milton Neris reclamou da ausência do secretário Estadual de Segurança Pública numa Audiência Pública tão importante como esta. Este é um momento de tolerância zero. 14 kg de drogas apreendidas até agora é muito pouco, por isto é mais fácil abrir um ponto de droga na Capital do que abrir uma “quitanda”. Para ele faltam ações práticas. “Palmas têm mais de 600 pontos de drogas e no Bairro Santa Fé onde moro vi uma mãe desesperada quando recebeu seu filho no colo com a cabeça fora do lugar por causa de droga. Fico triste quando um juiz libera um traficante, como aconteceu recentemente”.

Carlos Braga criticou a deficiência de se conter a entrada da droga pelas fronteiras do Brasil. Disse não admitir traficante preso na mesma cela que um delinqüente de menor delito. “Traficante é o maior mal deste país. Nós nos preocupamos com o bezerro abandonado na beira da estrada, mas, não nos preocupamos com a criança abandonada e consumida pelas drogas. Até nas padarias de Palmas crianças bebem à vontade. O Conselho Tutelar corre atrás, mas a nossas Leis são falhas. É necessário que se crie um “Disque Denúncia” para se coibir estes casos”.

Para Valdemar Júnior o aumento do consumo de drogas está atrelado com o crescimento da cidade. “PROERDE é o modela mais eficaz de combate às drogas e precisamos urgente de um Convênio com o Estado para a construção de Centros de Recuperação de Drogados”.

Já o Vereador Bismarque do Movimento disse que nos “Cortiços” se concentram a maioria dos viciados e é onde o tráfico rola solto. “É preciso de mais Assentamentos, Creches, CRAS, criação empregos e muito trabalho na área Social”.

A Vereadora Divina Márcia citou os bons exemplos, como a Fazenda da Esperança, más que é preciso que a sociedade também ajude no combate ao tráfico, denunciando os pontos de distribuição de drogas. Inserir o recuperado no mercado de trabalho tem que ser rápido para que Le não tenha uma recaída.

Norton Rubens disse que é preciso ser agressivo nesta luta e destes encontros são apontados os caminhos a ser seguidos.

O Vereador Juscelino Rodrigues disse que “bandido tem que ser tratado como bandido e que esta turma dos Direitos Humanos só dão direito aos bandidos. Cidadão de bem tem que colocar grades nas suas casas, enquanto os bandidos estão soltos nas ruas.” Defendeu, também, a criação de um disque Denúncia. “Sou um Ex-Policial decepcionado, pois quando prendemos o bandido sempre apare um para soltá-lo. O Direitos Humanos tirou o direito dos policiais. Defendo a freqüência digital nas Escolas como forma dos pais saberem se seus filhos estão ou não freqüentando às aulas”.

O Vereador Lúcio Campelo disse que a droga está mudando de cor para ficar mais atrativa e que o Brasil não tem política de combate a droga. “Os recursos para o combate a droga que chegam aos municípios são insuficientes. Bandido é no “pau”. No Tocantins temos 5.000 policiais e só 1.000 são soldados. Oficiais não vão para as ruas. O Brasil não é produtor de droga, mas, consumidor, pois, a droga entra fácil pelas nossas fronteiras. Defendeu a construção de um presídio, com trabalho para os presos e não ficar costurando bolas de futebol para passar o tempo”.

O Vereador Folha disse que a participação da família é fundamental na criação dos filhos afim de que eles não entrem pelo caminho das drogas. A família é corpo, alma e espírito neste processo.




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  • Postador: Surgiu TO

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