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| Cariocas faturam renda extra ao abrirem as portas de casa para visitantes da Rio+20 | |
| Ainda há vagas com serviços de hospedagem domiciliar na zona sul e em Santa Teresa | |
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A falta de vagas nos hotéis cariocas para receber os cerca de 50 mil visitantes esperados para a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, despertou o interesse de moradores do Rio de Janeiro em abrirem as portas de suas casas para hospedar os participantes. A conferência acontece entre 13 e 22 de junho e foi encarada como oportunidade para faturar uma renda extra durante o período. Depois de saber da grande procura, a professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) Regina Coeli decidiu alugar dois quartos do apartamento onde mora em Icaraí, área nobre de Niterói, na região metropolitana, durante os dias do evento. A diária para duas pessoas sai por R$ 420, e R$ 280 para uma pessoa sozinha. A diária inclui café da manhã, banheiro privativo e internet sem fio. A professora disse que a iniciativa a fez se sentir sustentável. — A ideia da Rio+20 é tentar convencer a população que é importante ser sustentável. Eu moro sozinha em um apartamento grande de quatro quartos. Então, resolvi abrir a minha casa para pessoas que vão poder dividir não só o espaço comigo, mas também culturas diferentes. Monica Caraballo costuma alugar seu conjugado mobiliado na praia de Copacabana, no coração da zona sul do Rio, durante datas festivas, como o Réveillon e o Carnaval. A Rio+20 será mais uma chance de negócio para a comerciante. O valor cobrado para a semana da conferência é de R$ 2.000. — Eu já costumo alugar para temporada, mas junho não é um mês tão procurado. A Rio+20 é mais um evento no calendário da cidade. Hospedagem domiciliar ainda é opção O modelo de hospedagem americano e europeu é outra opção para quem ainda procura lugar para ficar durante a Rio+20. As redes Bed & Breakfast Brasil e Cama e Café oferecem quartos para alugar com preços acessíveis (varia de R$ 150 a 250) na zona sul e em Santa Teresa, região central do Rio. O serviço inclui dormitório e café da manhã e funciona da seguinte maneira: o visitante se hospeda na casa de um habitante local, que será seu anfitrião. Alguns oferecem também internet sem fio, frigobar e TV a cabo. Para Marcela Clarke, gerente de operações da rede Cama e Café, que funciona há nove anos na cidade, o objetivo de quem aluga os quartos em suas próprias casas não é só ganhar dinheiro, mas também conhecer outras culturas e idiomas. — O objetivo não é só ganhar uma grana, mas também fazer uma troca cultural, conhecer gente nova, praticar idiomas e conhecer novos costumes. E foi pensando nisso que o consultor de projetos Alexandre Pitz entrou na rede há seis anos. Ele e a mulher Ana Laura de Andrade vão alugar um quarto da casa onde moram em Santa Teresa, na região central do Rio, para estrangeiros. Segundo ele, é preciso estar não só de portas abertas para receber o hóspede, mas também de coração aberto para acolhê-lo e oferecer o melhor serviço. — O mais importante, antes de tudo, é querer receber alguém que é estranho na sua casa, dar privacidade para esta pessoa e proporcionar a ela um conforto que a fará voltar outras vezes. A gente trata o hóspede como um filho. Enquanto ele não volta para casa, nós não ficamos completamente sossegados. Carmem Lucia e Fernando José Simões são pioneiros na hospedagem domiciliar em Santa Teresa. Eles alugam quartos desde 1999, antes mesmo da rede Cama e Café existir. A casa onde moram no bairro era uma antiga fábrica de bolos suíços da década de 1910. O quintal tem vista para a baía de Guanabara e para o centro da cidade. Fernando conta que sempre sonhou em morar naquele lugar. — Já paquerávamos a casa há dez anos por causa da vista e do local privilegiado [é perto da Lapa e do centro do Rio]. Eu sempre ia comprar bolo e dizia para a Carmen que queria morar aqui. Quando o dono colocou à venda, não pensei duas vezes. Os três quartos já estão reservados para um grupo de dez escoceses que vêm para a Rio+20. A psicóloga Ana Clarck também aluga um dos quatro quartos e um dos cinco banheiros do seu casarão do século 17 em Santa Teresa. Ela vai receber uma consulesa italiana durante o período da conferência. A casa mais parece uma chácara. Ela tem 12 animais, entre gatos, cachorros, papagaios, pássaros e jabuti, além dos micos que rondam o tempo todo pelas árvores do quintal. Ela conta que o ambiente natural agrada os turistas. — Aqui é um lugar muito sossegado. Eu recebo desde cientista a escritor. Eles gostam de ficar no quintal. Acho que a natureza do local serve de inspiração. É muito interessante esta troca de experiências. Noticia Postada: 29/05/2012 ás 09:12:41
Postador: Bruno AraújoFoto: Evelyn Moraes Fonte: R7 Link Curto:http://surgiu.com/n/34395 Impresso em: 19/05/2013 13:18:57 |
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